Líderes do amanhã

Jovens aprendizes movimentam mercado de trabalho e trazem inovação para as empresas

Programas internos como o da transportadora Cargolift fomentam a contratação de aprendizes, gerando mão de obra qualificada a partir de oportunidades de crescimento profissional e desenvolvimento de liderança

O Dia do Jovem Aprendiz é comemorado mundialmente no dia 24 de abril com o objetivo de ressaltar a importância de inserir novos profissionais no mercado de trabalho. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em 2025, o Brasil alcançou um marco histórico de contratações, com 715 mil jovens aprendizes em novembro e um saldo de 118.244 novas contratações desde janeiro – o maior já registrado para o período.

Destinado a jovens de 14 a 24 anos, esse modelo de trabalho ampara-se na Lei da Aprendizagem (Lei 10.097/2000), criada para incentivar e facilitar a inserção de jovens talentos no mercado de trabalho, preparando-os para assumir posições qualificadas no futuro. Aliando conhecimento teórico e prático em um ambiente real de trabalho, o contrato de aprendiz tem duração de 2 anos, com uma jornada de trabalho reduzida para que seja possível conciliar com o período de estudos.

Com o aumento da busca por oportunidades, estabelecer programas internos de contratação para esse público tornou-se indispensável para as empresas, algo que, inclusive, é obrigatório por lei para as de médio e grande porte, as quais devem estabelecer uma cota de 5% a 15% de contratação para jovens aprendizes.

O Menor Matrix: a experiência na liderança para aprendizes na Cargolift
Se para os jovens o modelo de aprendiz traz grandes oportunidades de crescimento profissional, para as empresas que disponibilizam vagas para esse público os benefícios também são variados, com a possibilidade de desenvolver um banco de talentos interno, trazendo um “respiro” de inovação e ampliando a diversidade dentro das organizações.

Este é o caso da transportadora curitibana Cargolift, que desde 2006 possui uma política para a contratação de aprendizes em sua sede em Curitiba e nas suas filiais espalhadas pelo país.

“Sabemos que, muitas vezes, é o primeiro emprego do menor aprendiz e, por isso, não levamos em conta a experiência no momento da contratação. O grande diferencial são as chamadas soft skills e os valores que o jovem carrega. É importante também levarmos em conta os interesses que ele possui para alocarmos na melhor área para que ele possa se identificar, trazendo mais resultados e se desenvolvendo profissionalmente”, explica Flavia Sachet, Business Partner de RH da Cargolift.

Em 2016, a empresa foi além e desenvolveu o programa “O Menor Matrix”, com o objetivo de fomentar a liderança e desenvolver uma gama de habilidades estratégicas para além das atividades operacionais e burocráticas. Durante 3 meses, um jovem aprendiz é escolhido para ocupar o cargo de Vice-Presidente do programa, sendo responsável por liderar o time de demais aprendizes em uma campanha designada pela empresa, sempre com o acompanhamento de um líder efetivo da empresa, que atua como mentor do jovem.

“É uma experiência muito enriquecedora para os jovens. Isso porque eles têm a oportunidade de ter contato direto com o CEO da empresa e outros líderes, além de assumirem responsabilidades e desenvolverem habilidades de gestão de equipes, delegação de tarefas e habilidades interpessoais e de comunicação”, ressalta Flavia.

Líderes do amanhã
Desde a sua criação, já passaram pelo Menor Matrix mais de 50 jovens aprendizes, dos quais 15 foram efetivados na empresa. Atualmente, a Cargolift conta com 14 jovens contratados neste modelo de trabalho, que chegaram até a vaga em busca de uma oportunidade inicial na carreira.

É o caso de Julya do Nascimento Muller Chicon, de 18 anos, jovem aprendiz recém-contratada pela Cargolift, em março de 2026. Sem nenhuma experiência profissional, a jovem atua na área de operações do comércio exterior da transportadora.

“Decidi me candidatar à vaga em busca da minha independência financeira e porque acredito que essa primeira experiência vai contribuir muito para a minha carreira profissional”, explica. “A forma como trabalhamos dentro da empresa permite que a gente desenvolva maturidade e adquira conhecimentos, pois temos a oportunidade de ver ou até mesmo realizar algumas demandas que exigem responsabilidade dentro dos nossos setores, sendo auxiliados e supervisionados por colegas de equipe e gestores”, relata.

Da mesma forma, a jovem Maria Eduarda Silveira, de 18 anos, é um exemplo de que esse formato de contratação pode ser a porta de entrada definitiva para oportunidades concretas de emprego. Quando iniciou como jovem aprendiz na Cargolift, em fevereiro de 2024, Maria não possuía experiência prévia e buscava uma primeira oportunidade de desenvolvimento.

“Como jovem aprendiz, estive em um ambiente profissional desde cedo, o que me permitiu aprender na prática e evoluir com os erros. Isso contribuiu para o desenvolvimento das minhas habilidades, principalmente por conciliar trabalho e estudo. Como eu tive contato com diferentes setores e atividades, isso me ajudou muito a adquirir mais conhecimento e experiência e tudo isso faz e fará muita diferença no meu desenvolvimento profissional”, ressalta.

Após quase dois anos, Maria foi efetivada e hoje atua como Assistente de CSL (Cadastro, Suporte e Logística) na Cargolift, auxiliando no relacionamento com agregados e motoristas. Segundo ela, a experiência como aprendiz foi essencial para a conquista do cargo.

“Durante esse período, desenvolvi responsabilidade, organização e aprendi muito na prática, o que contribuiu para o meu crescimento. Um dos pontos mais significativos dessa experiência foi a minha participação no projeto Menor Matrix, no qual tive a oportunidade de liderar outros menores aprendizes e também conduzir uma campanha com o tema de inteligência artificial nos processos administrativos. Ao longo desse período, conseguimos conhecer diferentes setores da empresa, identificar gargalos e pensar em possíveis soluções utilizando IA”, conta.

Com a possibilidade de treinar os aprendizes desde cedo na sua carreira profissional, as empresas contam com uma grande oportunidade de obterem uma mão de obra qualificada no futuro e as chances de efetivação tornam-se ainda mais palpáveis.

“Sempre temos vagas disponíveis porque os próprios gestores se interessam em efetivar os aprendizes em seu time”, explica Flavia. “Esta possibilidade de formar um jovem profissional para poder efetivá-lo depois é fundamental, pois o menor já está ambientado, treinado e possui o DNA da empresa”, finaliza.

Guilherme Panucci
guilherme@203comunicacao.com.br

Foto: Divulgação
Aprendizes do programa “O Menor Matrix” da Cargolift junto ao CEO da empresa, Markenson Marques.

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Cezar Brandão
Editor

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Cezar Brandão é um jornalista e fundador do jornal Baixada Online, um veículo de comunicação voltado para a região da Baixada Fluminense no estado do Rio de Janeiro. Ele é conhecido por sua atuação no jornalismo local e pelo envolvimento com temas relevantes para a comunidade da Baixada Fluminense. Se você tiver interesse em informações mais detalhadas ou atualizadas sobre o trabalho de Cezar Brandão, recomendo navegar no site do jornal Baixada Online ou em suas redes sociais, onde ele pode compartilhar seus artigos e atualizações sobre sua atuação profissional.

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