Presidente da Alerj criticou cortes de mais de R$ 4 bilhões no Ministério da Defesa
O presidente da Alerj e pré-candidato a governador do Rio, Douglas Ruas (PL), criticou duramente nesta terça-feira, 9, a decisão do governo federal de cortar R$ 4,36 bilhões do orçamento do Ministério da Defesa. A medida fez com que o Exército suspendesse operações de monitoramento ao crime organizado nas fronteiras do Brasil. Para Ruas, a decisão é “inacreditável” e “abre as portas” do país “para a entrada de armas e drogas”.
“É assim que o Lula diz que quer combater o crime organizado?”, questionou Douglas Ruas, que destacou o impacto de decisões como essa: “É importante lembrar que o Rio não fabrica armas nem cocaína. Isso entra pelas fronteiras, e a única forma de combater é aumentar investimentos. Mas Lula faz o contrário”, disparou.
De fato, segundo estudo feito pela Polícia Militar do Rio, 95% dos fuzis apreendidos pela corporação em 2024 foram fabricados fora do Brasil e chegaram ao país por meio das fronteiras. Isso torna ainda mais flagrante a suspensão de operações do Exército, que costuma combater grupos voltados para tráfico de drogas, garimpo ilegal, contrabando e desmatamento, principalmente por meio dos comandos militares da Amazônia e do Oeste.
“É uma total inversão de valores. Como as pessoas de bem vão ter paz nas cidades se o governo abre as portas para a entrada de armas e drogas? Falta gestão, falta prioridade. E falta coragem para enfrentar a bandidagem de frente. É esse o plano de segurança? Deixar as fronteiras desprotegidas é o plano de segurança nacional? O Brasil e o Rio de Janeiro exigem respostas”, cobrou Douglas Ruas.
Crédito Imagem: Alex Ramos/Alerj
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Cezar Brandão
Editor


