Estatal defende homologação imediata do Leilão de Reserva de Capacidade 2026
Companhia reafirma necessidade de contratação de potência firme para evitar risco de apagões.
A Petrobras é favorável à homologação imediata do resultado do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) 2026, realizado em março pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). A companhia defende que o certame é fundamental para assegurar a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN) e garantir previsibilidade ao setor elétrico brasileiro.
A discussão ocorre em um contexto de transformação estrutural do sistema elétrico brasileiro, marcado pela expansão acelerada de fontes renováveis intermitentes, aumento da demanda por energia e intensificação de eventos climáticos extremos. Esse cenário exige recursos capazes de entregar energia de forma firme e disponível nos momentos críticos.
De acordo com alertas técnicos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), sem nova contratação de capacidade, a probabilidade de falha de suprimento de potência atinge próximo de 30% já em 2026, chegando a mais de 90% em 2029.
“Esse novo contexto exige capacidade firme, confiável e disponível 24 horas por dia para garantir o suprimento nos momentos críticos. O LRCAP é essencial para a segurança elétrica do Brasil e para a previsibilidade necessária ao desenvolvimento do setor energético nacional, evitando que o país passe por apagões”, afirma William França, Diretor Executivo em exercício de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras.
Dados operacionais comprovam a necessidade de homologação do leilão. Em 6 de maio deste ano, as usinas da Petrobras foram acionadas em tempo real para atendimento ao pico de demanda, gerando acima de 680 MW. Em 15 de maio, a geração do parque termelétrico da Petrobras ultrapassou 2.000 MW, logo após as 18h, um incremento de 1.400 MW em pouco mais de uma hora.
A não concretização do LRCAP 2026 pode comprometer a permanência de usinas termelétricas existentes no sistema, cuja viabilidade depende da previsibilidade regulatória e da remuneração proporcionadas pelo leilão. A eventual desmobilização desses ativos agravaria o risco de falhas de suprimento justamente no horizonte em que o ONS identifica maior vulnerabilidade.
A Petrobras ressalta que a contratação de potência firme é complementar, e não contrária, à expansão das fontes renováveis. Sistemas elétricos modernos combinam renováveis com fontes despacháveis, capazes de assegurar estabilidade, flexibilidade e confiabilidade à operação.
A Petrobras permanece comprometida com a transição energética justa, com a segurança energética nacional e com a oferta contínua de energia para a sociedade brasileira, e por isso defende a homologação e a assinatura dos contratos das usinas vencedoras do LRCAP 2026.
Revista Digital Oil & Gas Brasil
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Cezar Brandão
Editor


